quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Endereço
Carteiros que levam notícias minhas
Entram por ruas...
Passeiam pela Guanabara, buscam teu número
Duzentos e doze anjos voam à asas cruas
Te protegem por bairro e vilas
Brasílio, aguardava ansioso suas respostas
Que o alicate de unhas lhe era machado cortando lhe a carne nua
... E então, em um belo dia de sábado chega a tal correspondência
No dia Zero,quatro, do mês dois, do ano de oitenta e oito
Acabando com sua espera perpétua
No selo que grudava no envelope um numero desenhado "090"
E enquanto você cortava alguns esses
O carteiro já fora em bora, e minha missão comprida
Thalles Nathan 28/11/12
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Feliz aniversário
Sem mais nem menos disse ele
“Meu único erro foi ser quem eu sou!
Depois disso todos se entreolharam
“Meu único erro foi ser quem eu sou!
Depois disso todos se entreolharam
Penso eu que afirmará bêbado apontando suas cordas de marionete do
destino
... Ela sem mais delongas mulher que é,
Lhe emendou sem deixar espaço para o tempo
"E o meu orgulho me matou!"
Lhe emendou sem deixar espaço para o tempo
"E o meu orgulho me matou!"
Matando assim o silencio
Penso comigo e calado...
“Certamente foi ai que começaram os parabéns"
Penso comigo e calado...
“Certamente foi ai que começaram os parabéns"
Thalles Nathan
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Todo Coração
Olhos azuis nublados
Alma cinzenta
Carrego meu próprio fardo
Trancado longe do mundo
Meu silenciar desesperado
Não quero suas palmas, nem sua pena
Passe o trinco, bata o cadeado
Talvez não volte mais
Vou abrindo mais uma ferida
Estancando mais um corte, do pulso dilacerado
triste pulso cinzento
pele fria opaca, areia, água e cimento
Pelo açoite da luz do luar
Tudo que havia desejado me esperava
nas dobras das esquinas
com tudo aquilo que temia encontrar
As pessoas não vêem, acham que me tranquei
Sem o menor motivo, sem ter razão
Só eu sei de minhas lagrimas
Das razões que deixam molhar o chão
Querem me dar um novo motivo para pulsar
Mais eu já sou todo coração
Thalles Nathan 03/11/12
Pés cansados
Que caminha meu caminho veste meus pés cansados
Calça minh'alma ainda que lhe espinhe
Aprendem sobre meus sonhos, não precisa sonhá-los, apenas ouvi-los...
Que eles mesmo se constroem em minha mente imagineira
Meu caminho é trilha longa que meus pés contemporizam ao seguir,
São paisagens que meus olhos nunca retêm, por isso sempre me encantam
Encantando a todos que me ouvem contar
Que caminha meu caminho vestem meus pés pesados
Usam minh'alma fria para aquecerem
Aprendem a sonhar sem dormir e dormem se esquecer
Thalles Nathan 07/12/12
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Resolução
Repasso, remendo reforçadamente
Rábido reclamo! Reajo, reato, relevo
Rabiscando realinho resíduos rapidamente
Reponho realidades, remoçando rapsódias
Resvalo, refreio, regulo, respiro... Respondo rispidamente
Revivo, reinsiro rascunhos, resgatando romances
Reescrevo, revelo roletas russas
Rapto reticências... Rebato, replico, ressoou
Resta rende-me refém
Rebelde regresso, roendo ruas reconheço-me
Rodeio, rumino, reclino...
Raquítico ruminando rugidos, recolho-me.
Thalles Nathan 26/11/12
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Partida
Não lembro-me de dormir,
Recordo-me apenas estar acordada
Vendo você juntar suas roupas,
Vestir-se e partir...
Meus olhos lhe viram calado,
Não fiz questão de pronunciar
Uma única palavra!
De mim, por ti; Nenhum pranto quis derramar.
Achou-se homem demais
Digno de nem olhar pra traz
Engoli a seco do mesmo copo
No qual você enchia a cara de orgulho
Te vi, frio e morto
Fechando a porta sem fazer barulho
Nem parecia o menino
Que vinha assustado, deitar em meu colo
Praguejando seu triste destino,
Tão desprotegido e inseguro.
Thalles Nathan 15/11/12
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Frases Polidas
Fúnebre jardim de sangue
Sobem o morro...
Nossas veias anseiam
Por mais doses de suas manchantes
Nos viciamos no cair do pano
Fotos e fatos adulterados
Congelam nossos olhos na internet
A ordem é tomar as casas, atear fogo
Formatar um novo holocausto
Eliminando todas as provas existente
Semeiam vícios...
Nossas veias ainda anseiam
Decrepitas ideias discorrem ao palanque
Corvejam as vozes que atenuam a desordem
Também ansiamos... E cremos ao ejetarmos em nossas veias
Quando nos vendem em suas frases polidas
22/09/12
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