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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Queime em paz


É fogo!
Dia de praia, fogo de palha.
... Queimava-me por dentro
Só pode ser azia
Meus passos foram seguidos por minha sombra
Transpirava no caminho
Antes do mar; Suor...

Paixão que não queima
É beijo de lábios enrijecidos,
Mas tudo bem... Não precisa incendiar
Por que, eu me vejo frio.
Só meus versos são piromaníacos

Fogo queima: Pelos, mãos, dedos
Carros, casas, fósforos e papéis
... Sol é estrela incendiária!
E do céu: Queima, aquece, ilumina desperta
Bronzeia, descasca e resseca.
E haja protetor solar...

Thalles Nathan  25/09/12

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Gavetas Abertas


-... Eu quis, quis sim e de verdade.
- Talvez, se não tivesse desistido... Quem sabe?
- Foi preciso certas decisões, mas levei seus gestos comigo até como fazias.

- É... Vai ver você tem razão, foi apenas covardia
- Não me demonstrou ser outra coisa.
- E se...
- E se o que?! O que mais pode se fazer?
- Sei lá...

-... Nada, deixa pra lá...
- Não! Deixa pra não. Agora diz!
- Nem sei mais como dizer...
- Se começou termina... Oras!

- Agora que sabe... Acredita?
- Hum...
- Você ainda está ai?
- Tô... Tô sim. estava pensando enquanto dizia...
- E o que concluiu ?
- Amanhã te digo... Agora não dá mais
-  Está bem. Atá amanhã então... Beijos! tchau.
- Beijos... Fica em paz e boa noite.

Thalles Nathan 20/09/12

Elíseos


Retilíneo coração alado,
Compassa minucioso.
... Pousa milimétrico e alinhado
Nos rastro da métrica

Punhado de vida
Sopram zéfiros elíseos.
Trem de carga apintando
Toque o trilho, hostil e veloso.

Venha sol! Aqueça e ilumine
desmanche este céu gris
Faça o momento pairar eterno
Nenhuma lembrança ruim para imergir

Nuvens impressas, suspensas no ar
Deslocavam-se emoldurando paisagens
Risos densos colorem os campos,
Futurava ao chão olhando as nuvens espessas.

Insolúvel sonho lúdico...
Condoídos castelos na areia ,
Tempo quentes, dias felizes
... Assobio eólico
Veraneio a campos elíseos

Thalles Nathan          10/09/12

sábado, 1 de setembro de 2012

Envelhecer



O tempo conjuga o verbo e em minha carne
Diariamente sinto sua oração 
Eu, Sujeito. Sofro de sua ação 
... Eu envelheço!

Thalles Nathan 30/08/12

quinta-feira, 26 de julho de 2012

T. N. D. A. S.



T. N. D. A. S.
              













As luzes se apagam
Há apenas um lampião tremulo
Dormia sonhos febris
Cadáver frio
Arrastava correntes... Cambaleava bêbado
Risos eram forçados e vazios
As cores de seus olhos sumiam
No espelho refletia a falta de sua calma
Penumbra coração!
Ser ávido é para poucos
Resistia aos impulsos do sono
Nascia o dia
Deitava recolhendo as lágrimas
Engolindo a voz enquanto soluçava
- Só terás meu corpo quando for dono de minha alma!

Thalles Nathan  26\07\12

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A valsa caos ( A bailarina e os sapatos de chumbos)




Quando me chamou pra dançar
Avisei de meus passos descuidados
Insistiu a me arrastar para o salão,
Viu graças nos meus passos mal dados.
Pensou ser charme o tremer de minhas mãos

Planejou um leve consertar em meu gingado
Flutuavas enquanto meu corpo teimava em se arrastar
... Caminho a ser trilhado!
Teus dedos entre os meus, minha mão em tua cintura e cabeça sobre meu ombro
Mensurou breve rodopiar...

Só se comparava com minha falta de ritmo
O entoar cardíaco do meu peito
Teus lábios macios e rubros
Condenava-me pelo que já lhe havia advertido

- Valsa bailarina, pois meus sapatos são de chumbos
Bailarina de sapatilha leve, não deve por mim, esperar

Desprendeu-se do peso que a prendia
Tua leveza e suas asas de aço fizeram com que pudesse voar


17\07\12 Thalles Nathan 

Medos


Medos

Meus medos são ventos frios,
Felicidade a véspera do carnaval
Escuros, baratas, ruas desertas e meios fios

Os meus medos hoje são seus.
Medo de vozes, da solidão e do silêncio
Ontem os seus tornaram-se meus
... Sombras, vultos e risadas


25\07\12 Thalles Nathan