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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Gigante olhar castanho


Corria com o olhar esperto, pulava em minhas costas
e me perguntava se estava mais pesada
Trazia sempre um riso alegre

Trocava comigo mensagens, pequenos erros no que escrevia
Mas não se contia... Tinha muito pra dizer
Mesmo que em Faz de conta

E nos teus olhos gigante me via
Refletido em brilho castanho
... E agora tio, já estou pesada ?

Thalles Nathan 17/07/13

sábado, 25 de maio de 2013

Lua Andarilha

 

Isso só acalma, acalenta a alma. 
Lá fora, no mar 
Jogado na areia eu via a lua
Onde as ondas recolhem todos instantes 
Eu, poeta iniciante... 
... De longe via aquela onda no mar, gigante!
Luzindo as areais infindas no chão  
Lua andarilha de Amaralina 
 Em meus pés tua areia fina, molhada. 
Meus pés massageavam 
Eu inquieto seguia-te, deitado... 
Apenas com os olhos 
Mas ficou-me a impressão que não andejavas, 
Eram as nuvens. Que por ti passavam

 Breno Cruz, Thalles Nathan 20/04/13

Pagão



Ontem, fui quase Deus...
Quando a estrela riscou o céu 
Eram meus olhos que guiavam, enquanto ela caia 

Hoje... sou um semideus!
Desaprovando meus olhares perdidos 
Que buscam uma nova estrela pra ver cair 

Amanhã serei novamente. Humano,
um pedaço desgarrado da face de Deus.
Sendo assim eu, semideus...
Inteiramente eu.


Thalles Nathan    Domingo, 12 de maio de 2013 às 00:16

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Era tu















Tudo que você me fez de bom
Supera, suprime
Valem mais do que o pouco que sofri
Vestígio sublime

Tudo que colhi de ti foi o tom
Quimera, efêmera
Crescente paixão dentro de mim
Era tu, quimera...

Era tu acesa em meu peito
Artesã de mãos delicadas
O destino e a distancia,
Traçando o tempo eleito
Pela janela, calmaria
Era tu alvorada
Vinhas de fina elegância...

Tiago Moraes, Thalles Nathan 13/04/13

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vidraça



Depois que o vento invadiu pela vidraça aberta,
Com um pouco de fumaça e tormentas diárias,
Das pronúncias sem nenhum brio

Depois dos dois, do jogo frio.
Acusações sem provas
...
Olhos lhe fitam uma ameaça
Mas disso não passa...

Meus sonhos emanam planos, sem receio de serem sonhos,
Não cessam, nenhuma parte de mim se desvencilha do meu querer.
Rogo em meio a teus seios

Depois das duas, dos jogos sombrios
... Das perseguições às sombras no quarto.
Lhe fito uma ameaça, mas não passa de mais uma bravata.

Engulo todas palavras que sufocam,
Que imploram para sair,
As deixo no calabouço...
As deixo se revirarem em um túmulo obscuro...

Thalles Nathan   02/04/13

No bico do abismo















Vem, doida. Deita aqui comigo, nesse sofá.
Encosta a cabeça em meu peito
Deixa tudo lá fora, pra depois que abrirmos as portas.
Escreverei em ti com teu lápis preto de olho,
Escreverei em teu corpo todo, coisas vazias, tatuagens de ironia.
Farei de ti minha galeria

Somos abstratos. Eu conquistando um planeta, me dando por satisfeito
E você buscando mais universos para sua coleção
Me compondo por dentro, eu, te roendo por fora.

Vem, que enrolo teus cachos em meu dedo
Faço o tempo trançar junto ao meu tempo fictício
Dançaremos essa valsa caos, seu consciente e meu inconsciente
Reprimindo todas as angústias,
Uma pirueta no bico do abismo da loucura

Thalles Nathan 03/04/13


domingo, 17 de março de 2013

Veias Termais



Tua arquitetura de traços à traças,
Sua praça cheia mesmo de mentes vazias.
Sugando minha vida pra continuar de pé,
Dependendo mais de mim, do que eu dela.

Aquela massa que se esbarra na feira
De tanta gente que se atropela... A roupa amassa
A política lhe é religião
E a fé nela
É suor que escorre quente...

Tuas águas quentes seduzem
A Fonte Luminosa apagada, por nós vela
Quão o sono do grande elefante branco
Ferindo assim o hidrográfico sertão



Thalles Nathan

24/12/12