terça-feira, 9 de outubro de 2012
Cais perdido
E esse cais perdido, que me chama,
Que me leva, tchau...
Mares esquecidos, do destino que o silêncio traz
E essa vida fútil, qual me esqueço,
que aparo pra voar.
Sempre que me perco,
Bem no fundo, dos teus olhos, mar!
... Esse porto em que nunca atraco,
desses braços nunca meus
Hoje a ancora ergue o peso exausto do meu corpo frágil
Passado acaba se expondo aos espelhos refletido luz
Os pesadelos pesam,
trazem traças dos castigos de Morfeu.
(Bruno de Santana Cruz/ Thalles Nathan)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Asfalto, poeira e neon
O caboclo acordou do sonho severino
Abandonou o costume de desperdiçar seu sono
Já não se avexa pelo afincamento demasiado do estereótipo
Saiu do cabresto de cego peregrino
Adicionou ao calendário outonos e primavera
E sobrevive folgadamente...
Desvincilhou-se da ilusão de dias edênicos
Pois seu próprios olhos se habituaram a produzir inundações.
Em suas veias... Asfalto poeira e neon
Thalles Nathan 30/06/12
sábado, 6 de outubro de 2012
Olhos retrô
Teus olhos refletem do retrovisor
Lançando-me olhares...
Que meus olhos covardemente desviavam
Enquanto usava o espelho para se maquiar
Desejava tanto poder me despedir,
Desejava uma palavra para repor
O som ao silêncio
As palavras deram um nó ao sair da garganta...
Silêncio embalou minha fuga do teus olhares
Teus olhos induzem meu olhar, afanavam-me!
Não consigo fugir a eles, eu era alvo fácil
Tentava mas não me concentrava a paisagem ao meu redor
... Meus olhos desesperados, buscavam a fuga.
Eu não havia lhe dito nada, nada de mim saia
Por todo o caminho... Retrovisor, teus olhos...
Meus olhos e suas fugas... Lhe disseram tudo
(Thalles Nathan) 17/08/12
Lançando-me olhares...
Que meus olhos covardemente desviavam
Enquanto usava o espelho para se maquiar
Desejava tanto poder me despedir,
Desejava uma palavra para repor
O som ao silêncio
As palavras deram um nó ao sair da garganta...
Silêncio embalou minha fuga do teus olhares
Teus olhos induzem meu olhar, afanavam-me!
Não consigo fugir a eles, eu era alvo fácil
Tentava mas não me concentrava a paisagem ao meu redor
... Meus olhos desesperados, buscavam a fuga.
Eu não havia lhe dito nada, nada de mim saia
Por todo o caminho... Retrovisor, teus olhos...
Meus olhos e suas fugas... Lhe disseram tudo
(Thalles Nathan) 17/08/12
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Dengos de minutas
Réstia de sol...
Fitava indulgente teus passos bambos
Esperando teus beijos na cama,
Aguardava manso, quase que em bemol
Escrevi a vapor,
Manchando o espelho de manhã com poesia
Expondo alguns receios,
Subi a escala, amo-te um tom maior
Ouço teu soar
Timbre agudo afinado ao contraponto
Feliz dissonância.
Desafiávamos métricas e compassos sem titubear
Amor cadenciado
Outrora entrepausas; Agora em apazão
Lençol amarrotado, notas soltas...
Era hora de compor e então deitados.
Thalles Nathan 01/10/12
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Queime em paz
É fogo!
Dia de praia, fogo de palha.
... Queimava-me por dentro
Só pode ser azia
Meus passos foram seguidos por minha sombra
Transpirava no caminho
Antes do mar; Suor...
Paixão que não queima
É beijo de lábios enrijecidos,
Mas tudo bem... Não precisa incendiar
Por que, eu me vejo frio.
Só meus versos são piromaníacos
Fogo queima: Pelos, mãos, dedos
Carros, casas, fósforos e papéis
... Sol é estrela incendiária!
E do céu: Queima, aquece, ilumina desperta
Bronzeia, descasca e resseca.
E haja protetor solar...
Thalles Nathan 25/09/12
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Gavetas Abertas
-... Eu quis, quis sim e de verdade.
- Talvez, se não tivesse desistido... Quem sabe?
- Foi preciso certas decisões, mas levei seus gestos comigo até como fazias.
- É... Vai ver você tem razão, foi apenas covardia
- Não me demonstrou ser outra coisa.
- E se...
- E se o que?! O que mais pode se fazer?
- Sei lá...
-... Nada, deixa pra lá...
- Não! Deixa pra não. Agora diz!
- Nem sei mais como dizer...
- Se começou termina... Oras!
- Agora que sabe... Acredita?
- Hum...
- Você ainda está ai?
- Tô... Tô sim. estava pensando enquanto dizia...
- E o que concluiu ?
- Amanhã te digo... Agora não dá mais
- Está bem. Atá amanhã então... Beijos! tchau.
- Beijos... Fica em paz e boa noite.
Thalles Nathan 20/09/12
Elíseos
Retilíneo coração alado,
Compassa minucioso.
... Pousa milimétrico e alinhado
Nos rastro da métrica
Punhado de vida
Sopram zéfiros elíseos.
Trem de carga apintando
Toque o trilho, hostil e veloso.
Venha sol! Aqueça e ilumine
desmanche este céu gris
Faça o momento pairar eterno
Nenhuma lembrança ruim para imergir
Nuvens impressas, suspensas no ar
Deslocavam-se emoldurando paisagens
Risos densos colorem os campos,
Futurava ao chão olhando as nuvens espessas.
Insolúvel sonho lúdico...
Condoídos castelos na areia ,
Tempo quentes, dias felizes
... Assobio eólico
Veraneio a campos elíseos
Thalles Nathan 10/09/12
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