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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

REALIDADES EM FORMA(S)


Alimentei-me de sombras, anestesiando meus sentidos
Com as formas que apareciam na parede
O intrépido olor de curvas obscuras a confundir-me,
Forçando-me a buscar
Respostas, as quais não tenho.
Ou deveras não tido enquanto pensei e fosse

Nada que imaginasse era o que seria na verdade
Havia algo alem do que o que se projetava contra luz

Algo desconhecido
Algo perdido junto aos meus pensamentos confusos.
excertos incertos
Certezas difusas
Realidades confusas
Estampadas junto a sombra tatuando a parede.
Meus olhos fazem dela canais
Matrizes de uma vida real
Uma vida, realmente,
artificial

Milly Almeida e Thalles Nathan                                               18/12/12

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sem rumo


Vamos sem rumo, desafiando mais uma onda no mar
Os rumores de vento passam
Partimos por tanto, sem nenhum ajuste e sem prumo
Sei o quanto dilacera a todos nós esse tempo vagaroso
E as dores de suas mordaças
No silêncio, que se propaga no vazia da sala de espera

Nossa odisseia é para voltarmos pro trópico sertão
E depois desse destino quixotesco
Hei de enfim! No fim descansar nos braços suaves de Dulcinéia
Seguiremos então a deriva, Oh Senhores deuses dos mares!
Embarcações tragadas por suas correntezas
Velejo mar, do qual amargo pela manhã sua doce saliva

Thalles Nathan 08/11/12

P.S


Respiro... Bem fundo...
Poema não sai fácil assim
Digo isso para mim e a mim mesmo

Calma...  Senão as palavras se esbarram
Não quero atropelos por aqui
Projeto frases...

Respire fundo... Tenha calma
Absorva tudo que leu
Poema não se ler assim

Escrevo por e para ti
Mesmo vendo que anida não percebeu

Thalles Nathan

Acredita ?


Acredita em mim?
Mesmo quando não falo...
E as reticências são maiores

Percebe o quanto estou nervoso?
Apertando minhas mãos que tremem e suam frias
Quando as estendo vazias

Acredite nas pausas demoradas
Em meus discursos, pois também discorro em silêncio
Discursando assim um infinito todo,
que não consigo expressar em palavras

Percebendo tal nervosismo
Que minha timidez revela
E então sabes...

Sabes então que te amo
Mesmo quando não defino o quanto
Sabes que te amo, e te ponho os meus olhos de menino
E então sabes...

Sabes então que te amo
Pois meus joelhos tremem descontroladamente
Dando todos os sinais
E então percebe que homem jamais te amou
como te ama este menino

Thalles Nathan 14/07/12

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Balada do mês de agosto


Vou levando o que cabe na mochila
Guarde o resto se puder que venho buscar depois
Deixo também sobre a cama certezas, 
Mentiras e uma taça amarga de um velho vinho francês.
Nada que me mude
Eu digo o que me resta, 
Sem valsa eu faço a festa mastigo migalhas de minhas sobras
Eu olhei, mas no espelho apenas refletia um reflexo passado.
Nada a clamar...
Sorrisos falsificados de um porta-retratos
Roubado da feira que nada vende
Lembre-se apenas do que te disse antes de zarpar 
Eu tenho a estrada toda a minha frente e meus pés estão dispostos a caminhá-las

Bruno de Santana Cruz e Thalles Nathan 

Coleção


Faço coleção de você em mim
Da rua do céu tela pra pintar
O sol partindo, colorindo o que chamamos de infinito
A vista no Umaitá 

Travo à distancia mastigando saudade
Os paralelepípedos de sua rua eu sei de cor
Deixei ai meu sangue quase imundo
E o meu amargo ríspido suor

Agora quero gritar a quem venho criando raízes
Deixar espalhar ao vento o que tive contido,
Transpor qualquer prisão erguida à timidez e gritar...
Esses amores de outras vidas em mim fundido

Thalles Nathan 12/12/12

Brasa morta


A brasa na ponta do cigarro
Trago, trastornando meus pulmões
E engasgo com a fumaça e tusso

Ponta laranjada vai ficando cinza
A fumaça não se aloja corretamente e nem sai

Trago três ou mais cigarros e vejo que não me servem
Aspiro, acendo mais dois depois solto pelas narinas, mas ainda não me servem

Thalles Nathan 09/12/12