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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Era tu















Tudo que você me fez de bom
Supera, suprime
Valem mais do que o pouco que sofri
Vestígio sublime

Tudo que colhi de ti foi o tom
Quimera, efêmera
Crescente paixão dentro de mim
Era tu, quimera...

Era tu acesa em meu peito
Artesã de mãos delicadas
O destino e a distancia,
Traçando o tempo eleito
Pela janela, calmaria
Era tu alvorada
Vinhas de fina elegância...

Tiago Moraes, Thalles Nathan 13/04/13

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vidraça



Depois que o vento invadiu pela vidraça aberta,
Com um pouco de fumaça e tormentas diárias,
Das pronúncias sem nenhum brio

Depois dos dois, do jogo frio.
Acusações sem provas
...
Olhos lhe fitam uma ameaça
Mas disso não passa...

Meus sonhos emanam planos, sem receio de serem sonhos,
Não cessam, nenhuma parte de mim se desvencilha do meu querer.
Rogo em meio a teus seios

Depois das duas, dos jogos sombrios
... Das perseguições às sombras no quarto.
Lhe fito uma ameaça, mas não passa de mais uma bravata.

Engulo todas palavras que sufocam,
Que imploram para sair,
As deixo no calabouço...
As deixo se revirarem em um túmulo obscuro...

Thalles Nathan   02/04/13

No bico do abismo















Vem, doida. Deita aqui comigo, nesse sofá.
Encosta a cabeça em meu peito
Deixa tudo lá fora, pra depois que abrirmos as portas.
Escreverei em ti com teu lápis preto de olho,
Escreverei em teu corpo todo, coisas vazias, tatuagens de ironia.
Farei de ti minha galeria

Somos abstratos. Eu conquistando um planeta, me dando por satisfeito
E você buscando mais universos para sua coleção
Me compondo por dentro, eu, te roendo por fora.

Vem, que enrolo teus cachos em meu dedo
Faço o tempo trançar junto ao meu tempo fictício
Dançaremos essa valsa caos, seu consciente e meu inconsciente
Reprimindo todas as angústias,
Uma pirueta no bico do abismo da loucura

Thalles Nathan 03/04/13


domingo, 17 de março de 2013

Veias Termais



Tua arquitetura de traços à traças,
Sua praça cheia mesmo de mentes vazias.
Sugando minha vida pra continuar de pé,
Dependendo mais de mim, do que eu dela.

Aquela massa que se esbarra na feira
De tanta gente que se atropela... A roupa amassa
A política lhe é religião
E a fé nela
É suor que escorre quente...

Tuas águas quentes seduzem
A Fonte Luminosa apagada, por nós vela
Quão o sono do grande elefante branco
Ferindo assim o hidrográfico sertão



Thalles Nathan

24/12/12

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Buquês


Fruta de sumo pecado
Rosas cândidas, colhidas em vão...
Agora que me aceito Cravo
Não desperdiçarei minhas sementes ao chão

Neste jardim o visgo é pólen
Borboletas voam soltas ao vento
Encadearam o efeito mortal das pétalas
Tornando folhas em mortos fragmentos

Visto a farda suja e amarrotada de trapaças
Estanco meus risos mórbidos
Ao apertar meu dedo sobre os acúleos
Dedos grandes de gestos descabidos

Sorvo da vida tudo de sua seiva
Replanto em cada verso escrevinhado
No meu quintal os atos falhos são esquivas
De um mundo inteiro que eu ainda não havia notado

Thalles Nathan  08\03\12

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sem a brasa do teus passos


Te vejo tão só olhando os cômodos vazios
Perdida no dia, quarto escuro sem luz
Ela atropela os sentimentos recentes
Os pés parecem caminhar entre brasa

Contava seu passos para o precipício
Chorou sozinha a dor de sua própria cruz
Trazia consigo amor de fúria luzente
Não se vê em nenhum canto desta casa

E ela só precisava de alguém que a fizesse sonhar..
Sem a brasa do teus passos
Só precisa de mais uma tela branca pra pintar
Sem linhas retas, sem traços...

Assim caminha, desconexa, Definindo
seu horizonte. Sem flor, nem alma, nem jardins
Colhe teus frutos amargos e ingerindo
Sorrisos, engulido junto aos maus súbitos
Só ela não sabia disso.

Bruno de Santana Cruz/ Thalles Nathan          14/01/12

sábado, 5 de janeiro de 2013

Pra Pró


Não quero estudar Química...
O caderno me atrapalha,
a caneta borra e a letra falha.
Não quero estudar Física... 
Demasiar o atrito do pulso e a navalha,
sendo eu homem, ou um campo estreito de batalha
Busco a Filosofia
Desfibrando o meu Ser, de minha Matéria   

(Thalles Nathan)   12/08/12