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sábado, 20 de julho de 2013

Faróis Apagados


Como não sonhar estrelas?
Emparelhá-las no breu que assusta
Como não querer inventar outros reinos?
Buscar um décimo céu
E de lá... De lá olhar de cima pra tudo, com olhar de conquista

Como não temer o desconforto da solidão?
E assim se pegar tateando uma saída
Descobrindo em si novas navalhas,
Serrando farpas invisíveis...
Como quem se perde de vista
Se o medo atiça mais a miopia

Como folhear teus olhos, se os meus vêem cegos?
Descrever de ti a poesia amarga da vida
Corrida e perfeita vida, que se esbarra em semáforos
Queimam em metáforas, se travestem nuas...
Mas apenas são faróis apagados 


Thalles Nathan  20/07/13

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Olhos abertos (Vista Caos)


Esperou todas as noites...
Aguardou horas e horas,
Seguiu os ponteiros com os olhos
Esperou a tarde inteira...
Envelheceu todas as horas que passaram
Seguiu...  Aguardou... Esperou...
E enfim, lhe veio a Morte visitar.

Adorou toda aquela escuridão,
Sintia em sua carne o vácuo
O silêncio reverberava por toda sua fibra
Agora era menos que um grão
Sua poeira fazia parte de todo o universo
Adorou... Sentiu... Escutou...
E enfim, os olhos se abriram

Thalles Nathan 10/04/13

Gigante olhar castanho


Corria com o olhar esperto, pulava em minhas costas
e me perguntava se estava mais pesada
Trazia sempre um riso alegre

Trocava comigo mensagens, pequenos erros no que escrevia
Mas não se contia... Tinha muito pra dizer
Mesmo que em Faz de conta

E nos teus olhos gigante me via
Refletido em brilho castanho
... E agora tio, já estou pesada ?

Thalles Nathan 17/07/13

sábado, 25 de maio de 2013

Lua Andarilha

 

Isso só acalma, acalenta a alma. 
Lá fora, no mar 
Jogado na areia eu via a lua
Onde as ondas recolhem todos instantes 
Eu, poeta iniciante... 
... De longe via aquela onda no mar, gigante!
Luzindo as areais infindas no chão  
Lua andarilha de Amaralina 
 Em meus pés tua areia fina, molhada. 
Meus pés massageavam 
Eu inquieto seguia-te, deitado... 
Apenas com os olhos 
Mas ficou-me a impressão que não andejavas, 
Eram as nuvens. Que por ti passavam

 Breno Cruz, Thalles Nathan 20/04/13

Pagão



Ontem, fui quase Deus...
Quando a estrela riscou o céu 
Eram meus olhos que guiavam, enquanto ela caia 

Hoje... sou um semideus!
Desaprovando meus olhares perdidos 
Que buscam uma nova estrela pra ver cair 

Amanhã serei novamente. Humano,
um pedaço desgarrado da face de Deus.
Sendo assim eu, semideus...
Inteiramente eu.


Thalles Nathan    Domingo, 12 de maio de 2013 às 00:16

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Era tu















Tudo que você me fez de bom
Supera, suprime
Valem mais do que o pouco que sofri
Vestígio sublime

Tudo que colhi de ti foi o tom
Quimera, efêmera
Crescente paixão dentro de mim
Era tu, quimera...

Era tu acesa em meu peito
Artesã de mãos delicadas
O destino e a distancia,
Traçando o tempo eleito
Pela janela, calmaria
Era tu alvorada
Vinhas de fina elegância...

Tiago Moraes, Thalles Nathan 13/04/13

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vidraça



Depois que o vento invadiu pela vidraça aberta,
Com um pouco de fumaça e tormentas diárias,
Das pronúncias sem nenhum brio

Depois dos dois, do jogo frio.
Acusações sem provas
...
Olhos lhe fitam uma ameaça
Mas disso não passa...

Meus sonhos emanam planos, sem receio de serem sonhos,
Não cessam, nenhuma parte de mim se desvencilha do meu querer.
Rogo em meio a teus seios

Depois das duas, dos jogos sombrios
... Das perseguições às sombras no quarto.
Lhe fito uma ameaça, mas não passa de mais uma bravata.

Engulo todas palavras que sufocam,
Que imploram para sair,
As deixo no calabouço...
As deixo se revirarem em um túmulo obscuro...

Thalles Nathan   02/04/13